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30/05/2020

Brecha em software de código aberto expôs servidores da Cisco

Brecha em software de código aberto expôs servidores da Cisco

A Cisco informou nesta quinta-feira (28) que seis servidores da empresa foram comprometidos devido a atividade de hackers.

Segundo a fabricante de produtos de telecomunicações, os agentes maliciosos afetaram sistemas do serviço de Virtual Internet Routing Lab Personal Edition (VIRL-PE), que permite a clientes criarem e testarem topologias de rede - isto é, a organização dos elementos de uma rede de comunicação - sem a necessidade de instalar equipamentos.

Os hackers exploraram falhas críticas no serviço de software de código aberto Salt que estruturava os servidores da Cisco. O Salt é muito usado para serviços de automação, bem como na implantação de gerenciamento de sistemas de data centers.

Brechas de segurança
As vulnerabilidades do software vieram a público no fim de abril, porém, a Cisco detectou as brechas de segurança em suas redes somente no dia 7 de maio. A empresa então desativou os servidores, e promoveu ajustes para remediar o problema.

A companhia lançou duas atualizações para os serviços de VIRL-PE e para o produto relacionado Cisco Modeling Labs Corporate Edition. A corporação aponta que, sem as atualizações, qualquer versão de ambos serviços pode permanecer vulnerável.

As vulnerabilidades correspondem a um desvio de autenticação, identificado como CVE-2020-11651, e uma passagem de diretório, CVE-2020-11652. Juntos, elas permitem o acesso não autorizado a todo o sistema de arquivos dos servidores configurados em Salt.

Em fevereiro, uma outra vulnerabilidade identificada em aparelhos da Cisco chamada CDPwn permitia que malfeitores capturassem o aúdio e o vídeo de equipamentos da companhia. Imagem: Armis

Prevenção
A Cisco não foi a única empresa a sofrer ataques cibernéticos devido a problemas no patch do Salt, como pontua o site Ars Technica. No início de maio, a plataforma de blogs Ghost informou que hackers invadiram seus servidores e infectaram os sistemas com malwares de mineração de bitcoins. A empresa de soluções digitais Xen-Orchestra também sofreu do mesmo problema.





FONTE: olhardigital COM HC3 TELECOM